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Empresário Rinaldo Medeiros, conhecido como “Rei do Ovo”, se revolta após novo ataque a criação de carneiros e cobra ação do poder público em Princesa Isabel

✍️ Por 📅 30/08/2026 às 14:16 · ⏱ 6 min de leitura
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O produtor Rinaldo Medeiros ao lado de sua criação em Princesa Isabel. Falta de segurança na região coloca em risco investimentos e o desenvolvimento do agronegócio local. (Foto: Arquivo pessoal)
O produtor Rinaldo Medeiros ao lado de sua criação em Princesa Isabel. Falta de segurança na região coloca em risco investimentos e o desenvolvimento do agronegócio local. (Foto: Arquivo pessoal)

Dono da Granja Cascavel, empresário concedeu entrevista exclusiva ao jornalista Gheurly Lincker após registrar mais um ataque de animais selvagens contra sua criação. No desabafo, ele relata insegurança, prejuízos e cobra medidas das autoridades para o controle da situação.

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Um novo ataque contra uma criação de carneiros provocou indignação e revolta no empresário Rinaldo Medeiros, proprietário da Granja Cascavel, em Princesa Isabel, conhecido nacionalmente pelo trabalho desenvolvido no setor avícola e popularmente chamado de “Rei do Ovo”.

Após mais um episódio envolvendo animais selvagens que teriam invadido sua propriedade e atacado os animais da criação, o empresário fez um forte desabafo sobre a insegurança enfrentada pelos criadores e cobrou uma atuação mais efetiva do poder público diante do problema.

Segundo o empresário, a situação tem provocado preocupação e insegurança, especialmente diante da possibilidade de novos ataques e dos prejuízos causados à criação.

"A caprinocultura e a ovinocultura é uma atividade muito antiga. E característica do Nordeste, que é o maior produtor de carne de caprinos e ovinos do país. No entanto, para nós, os criadores, está ficando impossível de criar por conta dos ataques dos cães. E a grande maioria tem parado. Eu conheço um aqui que parou semana passada. O nome dele é Antônio Morcego. Ele chamou um comprador para levar o restante das cabras e ovelhas dele, porque ele não quer mais, pois não tem condições de criar com tanto risco."

“Como manter uma criação diante dessa insegurança?”

Durante a entrevista exclusiva, Rinaldo questionou as condições enfrentadas por quem investe na criação de animais e precisa conviver, segundo ele, com uma situação de permanente vulnerabilidade.

O empresário demonstrou preocupação com a dificuldade de manter e ampliar uma criação quando não há segurança suficiente para proteger os animais contra ataques.

"A situação de cachorros, tanto na zona rural como na zona urbana, está em uma situação exagerada. Tem muito cachorro solto pelas ruas. Na zona rural tem cachorros que já estão em estado bruto mesmo, sabe? Foram criados no mato, nasceram no mato e eles atacam."

Para ele, o problema ultrapassa um episódio isolado. A recorrência dos ataques exige, segundo sua avaliação, uma discussão mais ampla sobre responsabilidade, prevenção e ações concretas por parte dos órgãos competentes.

Cobrança a prefeitos e vereadores

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Um dos pontos mais contundentes do desabafo foi a cobrança direcionada aos gestores públicos e representantes políticos. Rinaldo questiona a falta de iniciativas voltadas à captura, ao controle e ao acompanhamento de cães que estariam agindo de forma selvagem e atacando criações.

Na avaliação do empresário, prefeitos e vereadores precisam tratar o problema com maior seriedade e buscar mecanismos capazes de proteger os produtores e, ao mesmo tempo, lidar adequadamente com os animais envolvidos.

"Quando faço uma crítica as autoridades é porque os vereadores eram para estar mobilizados, buscando ajudar os agricultores, criando leis e regras. O prefeito apoiando, arrumando solução para controlar os animais no meio da rua. A quantidade de cachorro dentro desse município e também de outros municípios é enorme. Totalmente descontrolada. Cada cadela pare até doze cachorros. O que os agricultores pedem é que prefeitos e vereadores tomem uma providência. Que se criem leis, façam alguma coisa para que possamos voltar a criar esses animais, porque é importante para todos. É uma fonte de renda importante, além disso é uma carne saudável, né? Principalmente os nordestinos adoram uma buchada com cuscuz, um carneiro assado, realmente é maravilhoso."

“Os animais não têm culpa”

Apesar da revolta e dos prejuízos relatados, o empresário fez questão de destacar um ponto importante: a responsabilidade, segundo ele, não deve ser atribuída aos próprios animais.

Na visão de Rinaldo, os cães ou animais envolvidos nos ataques estão apenas agindo conforme seus instintos. Por isso, defende que o enfrentamento do problema deve ocorrer por meio de políticas e ações públicas de controle, captura e manejo adequado.

"Na verdade, eles não são os culpados. Não é porque eles são animais maus, eles tem instintos de caça. Por isso atacam cabras, ovelhas, bezerros. Não por maldade. Mas pelas características deles. Eu mesmo já perdi mais de 20 bezerros por ataques. Está muito difícil."

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A declaração traz um elemento importante ao debate: de um lado, criadores que precisam proteger seus animais e garantir a segurança de suas atividades; de outro, a necessidade de que qualquer medida envolvendo animais seja conduzida de forma responsável e dentro das atribuições dos órgãos competentes.

Um problema que exige resposta

O novo ataque reacende o debate sobre a presença e o controle de animais que podem representar riscos para criações rurais. Para Rinaldo, não é possível que produtores continuem convivendo com o medo de novos prejuízos sem uma resposta efetiva.

Em sua entrevista exclusiva ao jornalista Gheurly Lincker, o empresário deixa claro que sua revolta não se resume às perdas sofridas em sua propriedade. O desabafo também representa uma cobrança por providências para que outros criadores não enfrentem a mesma situação.

"Você não vê Ministério Público, poder público de um modo geral. Você não vê Judiciário, você não vê o Legislativo, você não vê o Executivo. Ninguém dá uma palavra sobre isso. Os agricultores de Princesa e dos municípios vizinhos já estão cansados. Já gritaram por socorro, pedem diariamente e ninguém aparece com a solução. É preciso mudar leis, responsabilizar as pessoas, fazer um grande mutirão. Eu estou falando como um agricultor que não vive disso, né? Mas eu sei que tem muitas famílias que se deixarem de criar, fará uma falta enorme para eles."

O caso agora coloca novamente em discussão a responsabilidade do poder público diante da necessidade de prevenção, controle e manejo adequado de animais que possam representar risco às propriedades rurais. Enquanto uma solução não é apresentada, permanece a preocupação de criadores que temem que novos ataques voltem a acontecer.

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