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Plataformas digitais superam TV e rádio como fonte de informação no Brasil

✍️ Por 📅 11/04/2026 às 19:02 · ⏱ 3 min de leitura
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Plataformas digitais superam TV e rádio como fonte de informação no Brasil

Pesquisa do Cetic.br aponta mudança no comportamento dos brasileiros; jovens são os que menos consomem jornalismo tradicional

As plataformas digitais já são o principal meio de acesso à informação entre os brasileiros com 16 anos ou mais, superando mídias tradicionais como rádio e televisão. Os dados são de uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (10) pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br).

De acordo com o levantamento, 72% dos usuários de internet acessam informações diariamente pelas redes sociais, incluindo vídeos curtos (53%), plataformas de vídeo (50%) e feeds de notícias (46%). Aplicativos de mensagem como o WhatsApp também têm forte presença, com 60% de uso diário para esse fim.

Rádio e televisão, por sua vez, são utilizados por 58% dos entrevistados para se informar. Jornais e revistas — nas versões impressas ou digitais — aparecem com 34%.

Jovens se afastam do jornalismo

O consumo de notícias produzidas por veículos jornalísticos ainda é expressivo: dois a cada três brasileiros conectados (65%) afirmam consumir notícias diariamente. No entanto, esse número cai para apenas 46% entre os jovens de 16 a 24 anos — um sinal de alerta para o setor de comunicação.

Usuários das classes AB, com maior escolaridade e acesso à internet por múltiplos dispositivos, concentram maior frequência de acesso a conteúdos informativos, especialmente em sites e portais de notícias.

Desconfiança e desinformação

A pesquisa também revelou um cenário preocupante de desconfiança. Metade dos entrevistados disse desconfiar "sempre" ou "na maioria das vezes" de conteúdos publicados por diferentes fontes — incluindo a própria imprensa tradicional, influenciadores e plataformas de vídeo.

Além disso, 34% dos participantes concordam, total ou parcialmente, que "não vale a pena pesquisar se as informações que recebem são verdadeiras ou falsas", enquanto 30% afirmam não ter interesse nesse tipo de verificação.

Outro dado preocupante: metade dos entrevistados acredita que conteúdos mais compartilhados são necessariamente mais confiáveis, e 45% consideram que diferentes pessoas encontram as mesmas informações ao fazer buscas na internet.

Inteligência artificial e deepfakes

O estudo também abordou o impacto de tecnologias emergentes. Segundo os dados, 41% dos entrevistados relatam ter contato diário com deepfakes, enquanto 47% afirmam já ter utilizado ferramentas de inteligência artificial generativa.

"Esse é um ponto de atenção para as políticas públicas no campo", afirmou Fabio Senne, coordenador geral de pesquisa do Cetic.br.

A pesquisa foi realizada entre agosto e setembro de 2025, com 5.250 usuários de internet em todo o país.


Fonte: Cetic.br / Teletime

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