Show de Xand Avião por cerca de R$ 1 milhão na Festa de Setembro divide opiniões em Tavares
A confirmação do cantor Xand Avião como atração principal da Festa de Setembro de 2026, em Tavares, no Sertão da Paraíba, abriu um intenso debate nas redes sociais nos últimos dias. O anúncio foi feito pelo prefeito Coco de Odálio e, segundo informações que circulam nas redes, o cachê do artista giraria em torno de R$ 1 milhão — valor que dividiu moradores e acompanhantes da política local. Até o momento, não há confirmação oficial da Prefeitura sobre os números do contrato.
De um lado, críticos — entre eles a Coluna do Domingão, repercutida pelo Correio Serrano — questionam a prioridade do gasto. O argumento central é que o município ainda enfrenta carências em áreas básicas e que aplicar entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão em uma única atração, com dinheiro público, mereceria reavaliação. Segundo a coluna, persistem demandas em serviços como coleta de lixo, saneamento, merenda escolar, frota de ambulâncias e abastecimento da farmácia básica.
Para esse grupo, reconhecer ações já realizadas pela gestão não elimina os problemas que seguem sem solução. “O que o gestor tem feito positivamente não zera os problemas que exigem ação”, resume a crítica, que classifica o investimento como um ponto fora do “bom senso administrativo”.
Do outro lado, defensores da realização do evento — maioria nas manifestações observadas nas redes — destacam o peso da Festa de Setembro para a economia de Tavares. Para eles, uma atração de alcance nacional atrai visitantes de cidades vizinhas e de toda a região, movimentando comércio, bares, restaurantes, ambulantes e prestadores de serviço.
Esse grupo argumenta ainda que cultura, lazer e entretenimento integram as responsabilidades do poder público e que eventos tradicionais ajudam a preservar a identidade do município. Parte dos moradores associa a contratação ao conjunto de ações da atual gestão, considerando-a complementar — e não substituta — de outras prioridades.
A repercussão evidenciou a divisão de opiniões. Mais do que a escolha de um artista, a discussão reacende uma pergunta recorrente: como equilibrar investimento em cultura e festas tradicionais com as demandas estruturais e sociais de um município.
Com informações da Coluna do Domingão e do Correio Serrano.