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Mãe denuncia que criança foi vítima de abuso em creche de João Pessoa

📅 14/07/2026 às 12:30 · ⏱ 7 min de leitura ·VIA G1
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Mãe denuncia que criança foi vítima de abuso em creche de João Pessoa

Delegacia da Infância e Juventude, em João Pessoa Reprodução/TV Cabo Branco Uma mãe denunciou à Polícia Civil que a filha de dois anos foi vítima de abuso sexual em João Pessoa. A violência foi comprovada por meio de um laudo, e a mãe acredita que o abuso ocorreu em uma creche onde a criança estudava. A denúncia foi feita no dia 23 de abril de 2026, mas o caso veio à tona nesta terça-feira (14). O caso está sendo investigado pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Infância e a Juventude. A mãe da criança e funcionários da creche foram ouvidos pela delegada Adriana Guedes, responsável pelo caso, que informou não ter nenhum indício de autoria identificado até o momento. “A delegacia imediatamente tomou as providências, ouviu a diretora da creche, ouviu a professora da criança, ouviu as cuidadoras, ouviu as auxiliares. Eu fui pessoalmente à creche fazer uma inspeção. Então, assim, as diligências continuam. Até o presente momento, a gente não tem assim nenhum indício de autoria”. A Secretaria de Educação de João Pessoa, em nota, afirmou que “adotou imediatamente todas as providências administrativas cabíveis para a rigorosa apuração do caso, além de colaborar integralmente com a investigação conduzida pela Polícia Civil, disponibilizando, inclusive, as imagens do sistema de videomonitoramento da unidade”. Destacou também que “a avaliação realizada não identificou elementos que corroborassem a ocorrência dos fatos narrados nas dependências da unidade escolar”. (leia a nota na íntegra no final desta notícia.) A mãe da menina relatou à TV Cabo Branco que percebeu um ferimento na região íntima da criança durante uma troca de fraldas. Imediatamente, ela procurou atendimento médico, e a criança foi encaminhada para o Instituto de Polícia Científica (IPC), onde passou por um exame. “A gente foi imediatamente para o hospital para ser avaliada. E nessa avaliação, tiveram umas dúvidas, mas foi encaminhada para o conselheiro tutelar e, após os procedimentos na delegacia, a gente foi para o IPC para fazer o exame sexológico. E, no momento do exame físico mesmo, a perita confirmou; ela positivou o abuso sexual da minha filha”, relatou a mãe, que não quis se identificar. No laudo, ao qual ao g1 teve acesso, o IPC atesta que não houve conjunção carnal, mas que a lesão na região do hímen indica que a criança foi vítima de outro ato libidinoso. O laudo também diz que a lesão tinha característica de ter sido recente. A mãe da criança alega que deixou a filha na creche por volta das 7h30, onde a menina permaneceu até as 16h30. A mulher diz também que a menina não teve contato com outras pessoas em casa. Exame sexológico atestou lesão na região do hímem da criança Reprodução/TV Cabo Branco Fotos das crianças Imagem de câmera de segurança registrou funcionária tirando foto de criança em creche Reprodução/TV Cabo Branco Em imagens de câmeras de segurança acessadas pela TV Cabo Branco, é possível ver momentos em que fotos das crianças utilizando fraldas descartáveis ou sem roupa são tiradas por uma suposta funcionária da creche. Em um dos vídeos, a pessoa coloca as crianças para dormir em um colchão, de bruços, quando tira uma foto utilizando um celular. O flash da câmera está ligado, logo, é possível ver com maior precisão o momento em que o registro é feito. Em outro vídeo, as crianças estão sendo vestidas, provavelmente após o banho, quando uma suposta funcionária — não é possível definir se é a mesma do primeiro vídeo — se abaixa e tira uma foto de uma das crianças que está de costas e sem roupa. A delegada Adriana Guedes informou que a gestão da escola disse que os funcionários são orientados a inspecionar os corpos das crianças e registrar qualquer machucado. As fotos são enviadas à gestão, que, por sua vez, aciona os pais. “Existe uma orientação da gestora da creche de que, quando uma criança vai tomar o banho, as cuidadoras façam uma inspeção no corpo da criança, da cabeça aos pés, e, se encontrarem qualquer tipo de sugestão de que a criança está arranhada e que há alguma lesão, algum machucado, a orientação é tirar uma foto e encaminhar diretamente à direção, que vai encaminhar a mãe e agir sobre aquela situação”. A Secretaria de Educação, no entanto, informou que desconhece o procedimento e que a funcionária em questão foi afastada. Nota da Secretaria de Educação "A Secretaria de Educação e Cultura de João Pessoa vem a público prestar esclarecimentos acerca das recentes denúncias envolvendo uma unidade escolar da Rede Municipal de Ensino. Diante da gravidade dos fatos, reafirma que a proteção integral de crianças e adolescentes é prioridade absoluta e inegociável. Assim que tomou conhecimento da denúncia apresentada pela família, referente a fatos supostamente ocorridos em 23 de abril de 2026, a Secretaria adotou imediatamente todas as providências administrativas cabíveis para a rigorosa apuração do caso, além de colaborar integralmente com a investigação conduzida pela Polícia Civil, disponibilizando, inclusive, as imagens do sistema de videomonitoramento da unidade. A escola conta com monitoramento por câmeras 24 horas por dia. Por esse motivo, foi solicitada à Guarda Civil Metropolitana, responsável pelo monitoramento, uma análise técnica das imagens preservadas. A avaliação realizada não identificou elementos que corroborassem a ocorrência dos fatos narrados nas dependências da unidade escolar. Da mesma forma, até o presente momento, também não foram constatados indícios de irregularidade funcional por parte da pedagoga ou das auxiliares citadas que justificassem, sob os aspectos administrativo e jurídico, o afastamento preventivo das servidoras ou a instauração imediata de Processo Administrativo Disciplinar (PAD). É importante destacar que a inexistência, neste momento, de medidas administrativas sancionatórias não representa o encerramento do caso. A Secretaria permanece à inteira disposição das autoridades competentes e informa que todas as imagens e demais informações solicitadas já foram encaminhadas à Delegacia de Polícia responsável pela investigação, que seguirá conduzindo a apuração dos fatos. Em relação às fotografias supostamente realizadas por uma servidora, a Secretaria esclarece que tal conduta não integra nem foi orientada por qualquer protocolo institucional. Nos casos dessa natureza, a orientação da Rede Municipal é o imediato acionamento do Conselho Tutelar e dos demais órgãos competentes. Por fim, a Secretaria de Educação e Cultura reafirma que o Município de João Pessoa segue rigorosamente o protocolo de atuação pactuado com o Ministério Público da Paraíba e a Polícia Civil para o atendimento de situações sensíveis envolvendo crianças e adolescentes, mantendo seu compromisso com a legalidade, a transparência, a proteção dos estudantes e a plena colaboração com as investigações".

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